Inflamação



A Inflamação, do latim inflamare, que significa "pegar fogo", é uma reação dos tecidos vascularizados a um agente agressor. É um processo dinâmico e pronto para agir no organismo, caracterizado pela infiltração de leucócitos e de fluidos sanguíneos, através do tecido vascularizado para o intersticio tecidual.

O processo inflamatório é dependente de vascularização. A passagem das células do sangue para o interstício tecidual ocorre na microcirculação (vênulas, arteríolas e capilares).

A inflamação é caracterizada pela presença de seus sinais cardinais: dor, calor, rubor, tumor e perda de função. O calor e o rubor (vermelhidão) são causados pela vasodiltatação do endotélio, seguido por infiltração celular e plasmática no tecido. O tumor é característico do edema causado por esta dilatação do tecido. A dor é causada por redução do limiar de sensibilidade (hiperalgesia) em nociceptores em resultado de mediadores inflamatórios (citocinas e prostaglandina, p.ex). E a perda de função é decorrente da perda de movimento em consequència do edema e da dor.

São três os objetivos deste processo: 1) proteção e limpeza; 2) formação de barreira física para prevenir a propagação da infecção (coagulação microvascular); e 3) reparo tecidual e regeneraçãol. Mas é importante lembrarmos e estarmos atentos de que muitas vezes a própria inflamação é quem causa a degeneração nos tecidos.

Podemos visualizar o primeiro esquema sobre este processo:

Inflamação

Em resposta a um agente agressor, seja infeccioso, traumático ou agente inócuo, células residentes no tecido liberaram mediadores inflamatórios. Os macrófagos, principal exemplo, podem fagocitar um patógeno e se ativar, mas poderíamos ter uma ativação de um mastócito ou um basófilo, frente a um estímulo diferente. Os mediadores inflamatórios liberados no foco da inflamação têm ação sobre a microcirculação e promovem aumento da permeabilidade vascular e consequente exsudação de plasma e células sanguíneas para o interstício celular.

Os primeiros mecanismos a entrarem em ação são os da imunidade inata promovendo a limpeza do tecido, com ação de fagócitos. Estes eliminiam agentes vivos e também limpam os tecidos fagocitando células mortas que podem ser ocasionadas por agentes traumáticos, quer sejam físicos ou químicos. Quando a ação da imunidade inata não é suficiente para a eliminação da agressão, entra em ação os mecanismos tardios e eficientes da imunidade adaptativa. Estes dois processos são interligados, uma vez que a imunidade adaptativa aumenta o poder de ação da imunidade inata.

A patologia associada ao quadro inflamatório, ocorre na fase aguda devido à resposta imune aumentada frente a um estímulo. Na fase crônica, esta ocorre quando os mecanismos da imunidade inata e adaptativa não conseguem eliminar o estimulo agressor e voltar ao estado basal, desenvolvendo um quadro crônico inflamatório.

Podemos pensar sobre fase aguda e fase crônica com dois estímulos diferentes: 1) LPS (lipopolissacarídeo), uma endotoxina bacteriana, irá estimular uma reação de fase aguda. 2) auto- anticorpos na patologia artrite reumatóide irão estimular uma inflamação crônica nas articulações.


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